quarta-feira, 2 de setembro de 2009

FICA XACAL

Xacal, vc que está querendo "pendurar as chuteiras", é bom dar uma olhada nesse texto.
É a Ciência quem diz:
A importância de se manter ativo
Há pessoas que passam a vida esperando a hora de se aposentar. Para essas, novos estudos médicos trazem um alerta: a aposentadoria precoce pode ser um veneno para a saúde e precipitar doenças que encurtam a vida. A revista científica inglesa British Medical Journal acaba de divulgar os resultados de uma das pesquisas mais minuciosas já feitas sobre o assunto. Uma equipe de estudiosos acompanhou, durante 26 anos, mais de 3.500 funcionários de todos os níveis socioeconômicos da Shell americana, no estado do Texas. Os dados colhidos revelam que as pessoas que se aposentam aos 55 anos correm mais risco de morrer antes do que aquelas que se aposentam aos 65. Em média, os funcionários da Shell que se aposentaram aos 55 anos viveram até os 72. Os que saíram do emprego aos 60 viveram até os 76. E os que se aposentaram aos 65 viveram até os 80. Além disso, os precoces mostraram ser 89% mais propensos a morrer nos dez anos seguintes à aposentadoria do que os que param de trabalhar mais tarde. "A pesquisa derruba a idéia de que aposentar-se tarde encurta a vida. Isso não é verdade", escreve o médico Shan Tsai, um dos autores do estudo.
Há basicamente duas explicações para a relação entre aposentadoria e morte precoces. Em primeiro lugar, a má utilização do tempo que sobra na vida de um aposentado pode levar ao aumento do stress, à depressão e ao sedentarismo, condições que estão na base de uma série de distúrbios. Um estudo envolvendo 52 países, chamado "Interheart", avaliou a associação entre fatores emocionais e a ocorrência de infarto. Dos mais de 11.000 pacientes pesquisados, 16% relataram ter vivido eventos estressantes no ano anterior ao infarto. A aposentadoria foi um dos fatores de maior peso citados pelos doentes, ao lado de divórcio, falência e morte. Também já se sabe que a inatividade física está na raiz de doenças crônicas e distúrbios cardiovasculares.
A outra explicação é que a transformação no convívio social provocada pela aposentadoria tem influência negativa na saúde. Muitas pessoas se definem pelo que fazem e pelo cargo que ocupam em uma corporação. Se perdem isso, podem perder também o entusiasmo. "Essa perda repentina de motivação pode ter impactos muito negativos sobre a saúde e o bem-estar", explica o cardiologista Maurício Wajngarten, chefe do departamento de cardiogeriatria do Instituto do Coração, de São Paulo. Quanto maior tiver sido a identificação com a empresa em que se trabalhou, mais difícil será a adaptação à vida sem ela. "As pessoas subestimam a importância do trabalho quando resolvem se aposentar", diz Luiz Wever, sócio-diretor da consultoria Ray & Berndtson, especializada em gestão de talentos.
A volta para casa e para o convívio familiar pode ser altamente frustrante – não só para o aposentado, mas também para aqueles ao seu redor. Já existe até uma síndrome associada ao fenômeno: a síndrome dos maridos aposentados. "O homem volta para casa e a esposa passa a ser minha paciente", conta a cardiologista Ângela Cristina dos Santos, do Instituto do Coração, que trabalha com prevenção de saúde de executivos.
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