domingo, 17 de outubro de 2010

Algumas observações sobre a nota da Aduenf

Primeiramente devemos relembrar a visita do secretário de ciência e tecnologia ao conselho universitário da Uenf: na presença de todos, o sr. secretário se mostrou disposto a resolver o problema dos docentes (que ficaram sem o aumento de 22%); e, se eu não estiver louco, disse que só não poderia conceder o aumento devido a legislação eleitoral! Acho que todos os presentes entenderam isso também! E agora? Cabralzinho ganhou! Qual a desculpa para não conceder o aumento? Muito estranho ficar marcando outra reunião!

Em segundo lugar, sinceramente não queria falar sobre isso, mas agora chegou ao limite: parece que para alguns membros da Aduenf o que mais incomoda não é ficar sem o aumento de 22% mais sim que alguns técnicos da Uenf em fim de carreira recebam mais que os docentes em início de carreira! É um absurdo!
Vária vezes essa questão foi colocada nos jornais locais: TNS recebendo mais que docentes! Ficamos aqui calados para não dividir mais o movimento criando atritos desnecessários! Mas agora, de novo isso!?
Leiam a última nota: “No caso dos servidores técnicos de nível superior, 82% estão em fase final da carreira e isto gerou um grande sombreamento, e descontentamento, na categoria dos docentes. Isto é uma demonstração inequívoca de que este reajuste de 22% concedido para parte da categoria dos servidores da UENF gerou uma forte distorção no quadro institucional.
Então é assim!!?? O problema não é ficar sem aumento e sim ver a ralé ganhar mais que um PHDEUS!
Tenham dó! Sempre criticamos o governo do estado por ter feito essa aberração e apoiamos o movimento reivindicatório e grevista! Sempre apoiamos integralmente a tabela de vencimentos da uenf única e com aumentos iguais para todos!
É assim que querem construir a unidade!?? Os inimigos somos nós!??
Lamentável e decepcionante!


Nota da ADUEnF:

sexta-feira, 15 de outubro de 2010


INFORME DA DIRETORIA DA ADUENF SOBRE A REUNIÃO NA SEPLAG

A reunião na sede da Secretária de Planejamento e Gestão (SEPLAG) foi iniciada às 12:30 do dia 14/10/2010, e a reunião contou com a presença de 3 membros da Diretoria da ADUENF, 2 do SINTUPERJ – UENF e de 1 diretora do DCE. Já pelo lado do Governo estiverem presentes os Secretários de Ciências e Tecnologia, Sr. Luiz Edmundo Horta, e Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Barbosa, e vários assessores da SEPLAG.
O Secretário Sérgio Ruy iniciou a reunião solicitando ao Presidente da ADUENF, Prof. Marcos Pedlowski, que fizesse um breve relato sobre o que tem acontecido na UENF até a presente data. Iniciando a exposição o Prof. Pedlowski informou que a Comunidade Universidade continua mobilizada, que uma parcela grande dos servidores docentes e técnicos não estava convencida em sair da greve, mas como uma demonstração de disposição para negociação optou para suspender a greve temporariamente e, entrar em estado de greve onde permanecemos até hoje aguardando esta reunião. Após esta breve exposição o secretário apresentou uma abordagem descritiva das nossas faixas salariais incorporando todos os vencimentos, isto é, triênios, insalubridade, auxílio alimentação e creche. Os dados apresentados pela SEPLAG mostraram que os Professores Associados da UENF estão bem distribuídos, ou seja, 50% estão abaixo da mediana enquadrados como Professores Associados III e IV, e o restante como Professores Associados I e II.
De certa forma, isto demonstra que nosso processo de enquadramento feito para os docentes foi conservador e explicamos aos representantes do Governo que a proposta conceitual da UENF é diferente de outras universidades, e isto implica no fato de que a progressão é baseada em mérito, e não apenas em número de anos de serviço, e isto possibilita a instituição contratar profissionais com experiência e projeção acadêmica. Este é um diferencial fundamental para instituição e este procedimento deve ser acompanhado com um salário compatível para profissionais com elevada qualificação e expressão acadêmica o que é desejado pela UENF. O elevado tempo de residência de um profissional experimentado na categoria de Professor Associado IV, ou seja, início de carreira, certamente não seriaum atrativo para pesquisadores sêniores. Portanto, os mecanismos institucionais são excelentes, mas devem ser acompanhados de salários compatíveis com a Estatura e Expressão Acadêmica, assim como para um Docente que trabalha em Regime Dedicação Exclusiva (D.E.). O entendimento desta diferença parece ainda ter sido incorporado pelos representantes do Governo.
Quando comparamos os salários dos docentes da UENF sem eventuais adicionais aos vencimentos, é possível verificar que os mesmos estão muito defasados quando comparados as Instituições Federais e mais, se consideramos o adicional atribuído aos Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) que possuem a chamada bolsa PRÓ CIÊNCIA fica evidente a defasagem salarial que está sendo imposta aos docentes da UENF. Porém, na apresentação feita pela diretoria da ADUENF foi enfatizado que a remuneração da D.E. não pode ser misturada com a questão da produtividade científica, pois, para isto, já existem instituições que concedem bolsas para premiar este aspecto da atuação profissional dos docentes, tais como CNPq e FAPERJ. A diretoria da ADUENF entende que na UENF não é possível remunerar o regime de D.E. com base em mecanismos de concessão de bolsas orientadas para valorizar principalmente o componente da produção científica, pois isto desvirtuaria o quadro funcional e abriria uma porta indesejável para a quebra da DE na UENF. Além disso, em nenhum momento esta vinculação foi discutida nos conselhos e colegiados superiores da instituição.
No caso dos servidores técnicos de nível superior, 82% estão em fase final da carreira e isto gerou um grande sombreamento, e descontentamento, na categoria dos docentes. Isto é uma demonstração inequívoca de que este reajuste de 22% concedido para parte da categoria dos servidores da UENF gerou uma forte distorção no quadro institucional. Para sabermos o percentual de docentes que está nesta área de sombreamento, a SEPLAG se comprometeu a apresentar estas informações para que seja possível discutir na próxima reunião. Mas o interessante neste ponto em questão é que parte deste estudo deveria ter sido feito pela Reitoria e o seu Diretor Geral Administrativo da UENF, mas infelizmente isto não ocorreu. Isto com certeza teria ajudado bastante a que as negociações salariais em curso chegassem a um desfecho positivo.
Após quase 2 horas de discussão ficou acordado que uma nova reunião será agendada até o dia 22/10, para que então se possa chegar a uma decisão sobre os mecanismos de recomposição salarial que deverão ser adotados para reverter o processo de corrosão salarial que hoje ameaça a continuidade do projeto de excelência idealizado por Darcy Ribeiro. Nesta próxima reunião, a diretoria da ADUENF irá reapresentar suas propostas que garantam a recomposição dos vencimentos, pois temos certeza de que sem esta recomposição a atratividade da UENF permanecerá secundarizada. A diretoria da ADUENF espera que a reitoria ocupe um papel positivo no sentido de que possamos superar esta etapa da história da UENF com ganhos salariais para todos os servidores que constroem a instituição cotidianamente.

11 comentários:

pedlowma disse...

Prezados,

Em primeiro lugar, é interessante que vocês também tivessem analisado a última sentença da nota, onde está escrito que "a ADUENF espera que a reitoria ocupe um papel positivo no sentido de que possamos superar esta etapa da história da UENF com ganhos salariais para TODOS os servidores que constroem a instituição cotidianamente".

E me parece que TODOS os servidores é algo bem mais amplo que apenas os servidores docentes.

Em segundo lugar, há que se frisar que hoje os TNS que ocupam o último padrão de vencimento não estão ganhando mais do que os docentes em início de carreira, mas mais do que ocupam o último padrão de vencimento dos Associados II. E isto não quer dizer que a ADUENF ou os docentes não queiram que esses colegas recebam mais do que os míseros 22% que lhes foi concedido. No entanto, gostaria de saber se algum TNS se sentiria confortável se, por exemplo, essa distorção tivesse ocorrido com eles.

Finalmente, há que ficar claro que a diretoria da ADUENF entende que não pode haver uma solução só para os docentes e defende que qualquer ganho na tabela seja aplicado à todos, visto que a mesma é única. Assim, se nesta negociação emergir alguma coisa a mais para os docentes do que 22% haverá a necessidade de se repassar a diferença também para os técnicos em todos os seus níveis de carreira.

Atenciosamente,

Marcos Pedlowski
Presidente da Aduenf

Anônimo disse...

Concordo, porém onde esta a Reitoria ou um representante da administração? Porque ninguém acompanhou o comando de greve no RJ?

Anônimo disse...

Certamente os TNS acham justa a proposta de que os professores têm que receber seu reajuste o mais rápido possível, até porque nós, TNS cursamos uma universidade e fizemos mestrado;doutorado e entendemos como é a vida de um professor universitário de uma instituição pública de ensino.
Certamente nós, TNS não gostaríamos que técnicos de nível médio tivessem seus últimos salários ultrapassando nossa faixa salarial inicial.
quem estuda mais TEM QUE RECEBER MAIORES SALÁRIOS !

Anônimo disse...

Tornar público o salário dos TNS em jornais regionais já é pura maldade, falta de ética e sacanagem. Que os profs. reivindiquem melhores salários; agora, publicar os salários dos demais servidores já é o CÚMULO DO ABSURDO.

Anônimo disse...

Como se não batasse denegrir a imagem da UENF em revistinhas de última categoria agora quer publicar nossos salários com que direito ?
Toma jeito zé mané !

Anônimo disse...

Conheço vários técnicos de nível superior ganhando mais do que eu, sendo que alguns não têm nem mestrado. Fico feliz por eles, mas acho uma tremenda distorção e injustiça conosco. É isso que a ADUENF está frisando. Usar tal argumento na negociação não vai lhes tirar os 22%! Como vocês se sentiriam se um técnico de nível médio ganhasse mais do que vocês? Vocês também não ficariam indignados?

pedlowma disse...

Prezados,

Ao que me parece há uma certa confusão em torno dessa discussão toda, pois a ADUENF não tem divulgado o salário de ninguém em suas manifestações. Agora, que foi criada uma discrepância grave ao se deixar os docentes de fora do reajuste miséria de 22% creio que ninguém (nem mesmo o mais covarde dos anônimos) vai negar.

E agora sobre as revistinhas de última categoria, cabe lembrar que a Revista Somos Assim vem divulgando fatos documentados, e o reitor da UENF é sempre procurado para dar explicações e não o fez. Talvez por não tê-las.

Sobre tomar jeito, se isto foi para mim, creio que está mais do que evidente (até para o mais covarde dos anônimos) que faço tudo às claras e tenho me recusado sempre em atuar em proveito pessoal ou apenas da categoria dos docentes. Quem não gostar disto, lamento, mas não vou mudar. Afinal, cada um deve viver e morrer do jeito que escolhe.

Atenciosamente,

Marcos Pedlowski

Anônimo disse...

Assino essa "revistinha" e ficou contando os dias para chegar o domingo e receber um novo exemplar. Até agora ninguém da "auta" se apresentou para rebater a revistinha e, o velho ditado de "quem cala consente", para estar valendo.
*Talvez o anônimo que apelidou de "revistinha" possa sair em defesa dos fracos e oprimidos aqui neste blog...

Anônimo disse...

É isso ai... quando se noticia fatos que ninguém envolvido aparece para mostrar que são inverídicos, quem denigre não é quem noticia, mas quem dá a ele a possibilidade de informar. Assim, antes de culpar a "revistinha", melhor seria procurar quem fabrica placas oficiais falsas, usa carros oficiais para fins particulares e permite que obras como a do bandejão se arrastem infinitamente sem que sejam aplicadas as multuais previstas em contrato. E tenho dito!

Anônimo disse...

A "revistinha" é a única que torna público para os contribuintes, desta "Campos, Minha Cidade Meu Amor" o que acontece no meio da coisa PÙBLICA e com funcionário PÙBLICOS. Verdade ou não, esse é o fato.

Anônimo disse...

Parabéns professor!
Vamos a GREVE novamente!
Queremos os 82%! Não os míseros 22%, que serão 14% ao final das prestações!
Porque recuar agora e aceitar o jogo da adm de deixar rolar, não tomar partido? Os dirigentes não são "amigos" do Cabralzinho? Pois bem, ele venceu as eleições e não podemos esperar mais 4 anos pra ver uma falsa reposição salarial!!!
Vamos parar de blela e disse me disse e reivindicar os 82% PARA TODOS!!!

RETOMAR A GREVE SERÁ INEVITÁVEL SE CABRAL NÃO NOS RESPEITAR!
E VIVA A COPA DE 2014!!!