terça-feira, 20 de janeiro de 2009

90 anos do assassinato da alemã Rosa Luxemburgo

Do SINTUPERJ:

Polonesa nascida em 5 de março de 1871 começou sua atividade política muito jovem, no partido Proletariat, mais tarde Partido Social-Democrata do Reino da Polônia (SDKPL), mas teve que abandonar a Polônia devido à perseguição policial. Emigrou primeiro para Zurique, na Suíça, e depois à Alemanha, onde se uniu em 1898 ao Partido Social-Democrata (SPD).

Enfrentou Eduard Bernstein e suas teses da evolução pacífica ao socialismo com seu famoso folheto "Reforma ou Revolução?". Depois da Revolução Russa de 1905 manteve uma dura polêmica com Karl Kautsky sobre o papel das massas na revolução e a necessidade de ter uma orientação revolucionária.

Em 1914, após o apoio do SPD à Primeira Guerra Mundial fundou a Liga Espartaco junto com Karl Liebknecht — o único deputado social-democrata que se opôs aos créditos de guerra. Do mesmo modo que Liebknecht, Rosa foi presa por sua atividade contra a guerra e libertada pela revolução de novembro de 1918.

No dia 1 de janeiro de 1919 participou da fundação do Partido Comunista Alemão (KPD). Apesar de não considerar oportuno o levantamento armado dos operários de Berlim o KPD acompanhou esta experiência que terminou afogada em sangue e custou a vida de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.

Anos depois, vários céticos pretenderam usar seu nome para justificar um suposto "espontaneísmo" em detrimento da necessidade de um partido revolucionário ou para denegrir a Revolução Russa (como fazem, por exemplo, os chamados "conselhistas", representantes da pequena-burguesia anti-estatal e anti-partido). Isto nada mais é que uma escandalosa falsificação desta revolucionária que dedicou sua vida à construção de um partido operário revolucionário internacionalista e a luta pelo socialismo.

Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram assassinados no dia 15 de janeiro de 1919 pelo exército alemão à serviço do governo da social-democracia, que havia assumido o poder. O corpo de Rosa foi jogado no canal Landwehr, só sendo encontrado em fins de junho. Os assassinos não foram condenados. Mais de cinco mil militantes comunistas seriam assassinados nos meses posteriores pelos grupos para-militares dirigidos pelo social-democrata Gustav Noske em todo o país.

2 comentários:

Maycon Bezerra de Almeida disse...

Parebéns pelo blog e pela linha editorial. Estou o conhecendo apenas agora, mas manterei-me atento. Um abraço!

UENFezado disse...

Valeu a atenção Maycon!