terça-feira, 12 de abril de 2011

"DIREITOS HUMANOS" NOS EUA

Folha de São Paulo
11/04/2011 - 19h37
Vazador do Wikileaks leva relator da ONU a repreender EUA
O relator especial da ONU sobre tortura, Juan Mendez, emitiu uma rara advertência o governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira, por negar seu acesso ao soldado americano preso por ter vazado ao site WikiLeaks documentos diplomáticos do país, informou o jornal inglês "Guardian".
Segundo o jornal, o governo americano impediu visitas de Mendez ao soldado Bradley Manning. Esse tipo de advertência é usado pela ONU para censurar regimes autoritários.
"Eu estou profundamente decepcionado e frustrado pela prevaricação do governo americano em relação às minhas tentativas de visitar o senhor Manning", disse o relator da ONU em seu parecer.
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globo
Edição do dia 11/04/2011
11/04/2011 21h13 - Atualizado em 11/04/2011 21h52
Brasileiro que se diz inocente está preso sem julgamento há mais de dois anos nos EUA

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ar quente na Uenf

Após a instalação de TVs nas salas de aula, o próximo passo da Reitoria é a instalação de aparelhos de ar.
A instalação já começou em algumas salas mas há um pequenino detalhe:
O sistema de eletricidade dos prédios não suporta o aumento de demanda elétrica. Então, teremos os aparelhos instalados, mas sem previsão de funcionamento!
Ainda bem que o inverno se aproxima!

Pagamento ainda indefinido

No início da semana, conversando com fonte bem informada e interessada no assunto, fiquei sabendo que a primeira parcela dos 22% dos docentes sairia em folha suplementar até meados desse mês.
Agora, por outra fonte, soube que a seplag ainda não sabe como e quando fará o pagamento, ou seja, se ainda dá tempo de pagar no mês de abril!
É desse jeito que o governo Cabral trata a UENF!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Concurso para técnicos da Uenf travado

O concurso para técnicos da Uenf anda em banho maria.
Pelo que soube, a Reitoria mandou que os diretores de Centro cortassem algumas vagas (que já eram insuficientes para suprirem a demanda da UENF) e, com o que sobrou, ainda definirem uma ordem de prioridade. Resultado: praticamente, não haverá vagas para técnicos administrativos, pois os centros optaram por técnicos de laboratório.
Só que alguns centros, parece que, não aceitaram a tal ordem de prioridade, para não perderem mais vagas. Há uma revolta entre Chefes de Laboratório.
O estado não está nem aí para a Uenf e suas reais necessidades!  Vide o tratamento dispensado aos docentes para receberem os míseros 22%.
Se com conversa não vai, não já estaria passando da hora de bater na mesa!!?

E por falar em 22%...
Aguardem a próxima postagem...

LUTO

Nossos sinceros pesares as famílias das crianças e adolescentes brutalmente assassinadas hoje no Rio.

terça-feira, 5 de abril de 2011

ACIDENTE TRABALHO OBRA

OPERÁRIO CAI DE ANDAIME, EM OBRA NA RUA GIBERTO CARDOSO 45.

Prof. Alcimar convida para reunião do Movimento Nossa São J. Barra dia 08 abril

Prezado amigo,
Queremos convidá-lo para a primeira reunião do Movimento Nossa São João da Barra, depois da escolha de seu Comitê Implantador e de sua Executiva. A reunião é aberta e tem como objetivo o planejamento das intervenções sociais na II Conferência Local de Controle Social cujo tema é Discutindo as Políticas Compensatórias do Complexo do Açu. A pauta proposta é a seguinte:
i) Integração dos novos participantes;
ii) Informes;
iii) Apresentação de diagnósticos&propostas para a II CLCS, segundo os temas previamente indicados;
iv) Definição de data e local para a realização da conferência;
v) Definição e distribuição de tarefas para os membros;
vi) Assuntos gerais. A reunião será realizada na sexta feira, dia 08 de abril de 2011, as 17:00 no auditório do Clube União dos Operários, no centro de São João da Barra. A sua presença é muito importante, venha participar desse esforço que poderá mudar os rumos de nossa cidade.
Um forte abraço,
Comitê Executivo do Movimento Nossa São João da Barra

Farol para italiano ver (ou se assustar)

No último fim de semana, um amigo que prestou serviço para uma empreiteira italiana, que executava serviços para a Petrobrás, próximo a costa de Farol/Quissamã, me contou que os "gringos" ficaram impressionados com o abandono do Farol, principalmente das estradas que cortam essa região do município. Não entendiam como um município que recebia tantos royalties do petróleo deixava a única praia ficar daquele jeito!

Bom, quem teve o desprazer de pegar a estrada Farol-Quissamã vai entender o que ele quis dizer. Mas não é só ali que o abandono ocorre: se algum político se prestar a visitar a Vila dos Pescadores, na chegada do Farol, vai pensar que todas as ruas foram bombardeadas, pois só existem crateras onde deveria ter asfalto!
Essa Vila (que se transformou numa grande favela) foi construída pela prefeitura sobre uma área alagável (como conseguiram a licença do Ibama e Feema é um mistério que gostaria de entender!). É desnecessário dizer que quando chove a água chega às casas, acompanhada dos mosquitos. Fora o grande número de crianças e jovens perambulando pelas vielas sem perspectivas de bom estudo (cursos técnicos ou faculdade) e emprego.

Mas..."os minhocas" já se acostumaram com tantos esculachos que não se impressionam com mais nada!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

UENF retorna as aulas hoje

Nessa segunda-feira será reiniciado o segundo semestre de 2010 naUENF, interrompido devido a greve dos servidores.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

FOLHA DE SÃO PAULO: “A GENTE SÓ APOIAVA E FINANCIAVA A DITADURA”, por cloacanews

cloacanews


Por Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior

Em um editorial publicado no dia 17 de fevereiro de 2009, o jornal Folha de S. Paulo utilizou a expressão “ditabranda” para se referir à ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Na opinião do jornal, que apoiou o golpe militar de 1964 que derrubou o governo constitucional de João Goulart, a ditadura brasileira teria sido “mais branda” e “menos violenta” que outros regimes similares na América Latina.
Como já se sabe, a Folha não foi original na escolha do termo. Em setembro de 1983, o general Augusto Pinochet, em resposta às críticas dirigidas à ditadura militar chilena, afirmou: “Esta nunca foi uma ditadura, senhores, é uma dictablanda”. Mas o tema central aqui não diz respeito à originalidade. O uso do termo pelo jornal envolve uma falácia nada inocente. Uma falácia que revela muita coisa sobre as causas e consequências do golpe militar de 1964 e sobre o momento vivido pela América Latina.
É importante lembrar em que contexto o termo foi utilizado pela Folha. Intitulado “Limites a Chávez”, o editorial criticava o que considerava ser um “endurecimento do governo de Hugo Chávez na Venezuela”. A escolha da ditadura brasileira para fazer a comparação com o governo de Chávez revela, por um lado, a escassa inteligência do editorialista. Para o ponto que ele queria sustentar, tal comparação não era necessária e muito menos adequada. Tanto é que pouca gente lembra que o editorial era dirigido contra Chávez, mas todo mundo lembra da “ditabranda”.
A falta de inteligência, neste caso, parece andar de mãos dadas com uma falsa consciência culpada que tenta esconder e/ou justificar pecados do passado. Para a Folha, a ditadura brasileira foi uma “ditabranda” porque teria preservado “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”, o que não estaria ocorrendo na Venezuela. Mas essa falta de inteligência talvez seja apenas uma cortina de fumaça.
O editorial não menciona quais seriam as “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça” da ditadura militar brasileira, mas considera-as mais democráticas que o governo Chávez que, em uma década, realizou 15 eleições no país, incluindo aí um referendo revogatório que poderia ter custado o mandato ao presidente venezuelano. Ao fazer essa comparação e a escolha pela ditadura brasileira, a Folha está apenas atualizando as razões pelas quais apoiou, junto com a imensa maioria da imprensa brasileira, o golpe militar contra o governo constitucional de João Goulart.
Está dizendo, entre outras coisas, que, caso um determinado governo implementar um certo tipo de políticas, justifica-se interromper a democracia e adotar “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”. A escolha do termo “ditabranda”, portanto, não é acidental e tampouco um descuido. Trata-se de uma profissão de fé ideológica.
Há uma cortina de véus que tentam esconder o caráter intencional dessa escolha. Um desses véus apresenta-se sob a forma de uma falácia, a que afirma que a nossa ditadura não teria sido tão violenta quanto outras na América Latina. O núcleo duro dessa falácia consiste em dissociar a ditadura brasileira das ditaduras em outros países do continente e do contexto histórico da época, como se elas não mantivessem relação entre si, como se não integrassem um mesmo golpe desferido contra a democracia em toda a região.
O golpe militar de 1964 e a ditadura militar brasileira alimentaram política e materialmente uma série de outras ditaduras na América Latina. As democracias chilena e uruguaia caíram em 1973. A argentina em 1976. Os golpes foram se sucedendo na região, com o apoio político e logístico dos EUA e do Brasil. Documentos sobre a Operação Condor fornecem vastas evidências dessa relação.
Recordando. A Operação Condor é o nome dado à ação coordenada dos serviços de inteligência das ditaduras militares na América do Sul, iniciada em 1975, com o objetivo de prender, torturar e matar militantes de esquerda no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia.
O pretexto era o argumento clássico da Guerra Fria: "deter o avanço do comunismo internacional". Auxiliados técnica, política e financeiramente por oficiais do Exército dos Estados Unidos, os militares sul-americanos passaram a agir de forma integrada, trocando informações sobre opositores considerados perigosos e executando ações de prisão e/ou extermínio. A operação deixou cerca de 30 mil mortos e desaparecidos na Argentina, entre 3 mil e 7 mil no Chile e mais de 200 no Uruguai, além de outros milhares de prisioneiros e torturados em todo o continente.
Na contabilidade macabra de mortos e desaparecidos, o Brasil registrou um número menor de vítimas durante a ditadura militar, comparado com o que aconteceu nos outros países da região. No entanto, documento secretos divulgados recentemente no Paraguai e nos EUA mostraram que os militares brasileiros tiveram participação ativa na organização da repressão em outros países, como, por exemplo, na montagem do serviço secreto chileno, a Dina. Esses documentos mostram que oficiais do hoje extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) ministraram cursos de técnicas de interrogatório e tortura para militares chilenos.
Em uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo (30/12/2007), o general Agnaldo Del Nero Augusto admitiu que o Exército brasileiro prendeu militantes montoneros e de outras organizações de esquerda latino-americanas e os entregou aos militares argentinos. “A gente não matava. Prendia e entregava. Não há crime nisso”, justificou na época o general. Humildade dele. Além de prender e entregar, os militares brasileiros também torturavam e treinavam oficiais de outros países a torturar. Em um dos documentos divulgados no Paraguai, um militar brasileiro diz a Pinochet para enviar pessoas para se formarem em repressão no Brasil, em um centro de tortura localizado em Manaus.
Durante a ditadura, o Brasil sustentou política e materialmente governos que torturaram e assassinaram milhares de pessoas. Esconder essa conexão é fundamental para a Folha afirmar a suposta existência de uma “ditabranda” no Brasil. A ditadura brasileira não teve nada de branda. Ao contrário, ela foi um elemento articulador, política e logisticamente, de outros regimes autoritários alinhados com os EUA durante a guerra fria. O editorial da Folha faz eco às palavras do general Del Nero: “a gente só apoiava e financiava a ditadura; não há crime nisso”.
Não é coincidência, pois, que o mesmo jornal faça oposição ferrenha aos governos latino-americanos que, a partir do início dos anos 2000, levaram o continente para outros rumos. Governos eleitos no Brasil, na Venezuela, na Bolívia, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai passam a ser alvos de uma sistemática oposição midiática que, muitas vezes, substitui a própria oposição partidária.
A Folha acha a ditadura branda porque, no fundo, subordina a continuidade e o avanço da democracia a seus interesses particulares e a uma agenda ideológica particular, a saber, a da sacralização do lucro e do mercado privado. Uma grande parcela do empresariado brasileiro achou o mesmo em 64 e apoiou o golpe. Querer diminuir ou relativizar a crueldade e o caráter criminoso do que aconteceu no Brasil naquele período tem um duplo objetivo: esconder e mascarar a responsabilidade pelas escolhas feitas, e lembrar que a lógica que embalou o golpe segue viva na sociedade, com um discurso remodelado, mas pronto entrar em ação, caso a democracia torne-se demasiadamente democrática.


Postado por Cloaca News às 02:03:00
Marcadores: Ditadura militar, Folha, Imprensa golpista